Segunda, 15.Jul.2019



Por Robério Santos

BREGUEDELA, A MAIS NOBRE BELA DAMA DE ITABAIANA

Quem nunca ouviu falar desta personalidade?


02/07/2017 19:59
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Quem em sã consciência e morador de Itabaiana Grande atualmente não ouviu ouvido falar desta dona de cabaré em nossa humilde cidade? Eu mesmo sou jovem o suficiente para apenas ouvir da boca de Fefi, Almeida Bispo, Baldock ou de Juarez as façanhas desta mulher forasteira, que evitou que muitas moças de família perdessem suas virgindades antes do casamento, coisa imperdoável antigamente. O que hoje chega ser uma piada ser jovem e virgem, antigamente era sinal de pureza. O homem, esse ser másculo que tudo podia, estava lá na rua do Ovo, perto da Rua do Pinto (evitem trocadilhos, crianças), todas as noites para saborearem as apetitosas garotas que eram trazidas de fora pela estranha mulher que fez história por aqui.

Recentemente descobri que a palavra “puta” vem de “Puttos”, que segundo a Real Academia Espanhola de Letras, significa “menino jovem”, pois a primeira vez que esta palavra foi associada à prostituição não foi a uma mulher, mas a um rapaz no longínquo ano de 1 a.c. que dizia: “Evidentemente, eu diria ‘que eu morra se já não perdi este puto’. Mas se as boas maneiras me proíbem realmente de dizê-lo, não direi: ‘perdi este garoto’”. Mas, com o tempo e a diminuição histórica da mulher, seja ela através da falsa afirmativa de “sexo frágil”, o termo ficou associado à prostituição na mulher e RAIVA “puto da vida” se referido no masculino.

 Voltando a Itabaiana, Breguedela, que na verdade se chamava Brevedere Vieira Dantas (que verdadeiro só o primeiro nome), veio de um povoado de Nossa Senhora das Dores chamado Bravo Urubu (chegada antes disso da Polônia na década de 30). Provavelmente apareceu por aqui em 1942, durante a Segunda Guerra Mundial e desde sua chegada a Dores, já trazia este ofício tão importante. Quando de sua chegada em Itabaiana, foi uma coqueluche. Mulheres enciumadas, torciam o bico quando a cafetina passeava nas ruas da cidade com as mais novas moradoras de seu bordel, mostrando aos maridos recheados de testosterona que tinha carne nova. As virgens eram disputadas pelos mais ricos e muitos acabavam se apegando demais às meninas, levando-os a cometer loucuras e até tentar tirá-las desta vida. Até Odair José teria escrito outra música neste famoso cabaré. Claro, quem lá manda no coração? O interessante é que em casa não faziam amor com suas esposas e no bordel disputavam a socos as meninas. Vai entender.

 Hoje este ícone de nossa cultura está enterrada no cemitério das Almas de Itabaiana num ossuário de número 80, desde 3 fevereiro de 1977. Hoje os “bregas” não são tão comuns, as prostitutas hoje estão mais seletivas e sofisticadas. Muitas delas nem passam pelo estabelecimento comercial de corpo, vão direto no Alpinismo Social e ficam com todo lucro, ou melhor, 50% dele quando se separam de um casamento tramado. Bem, no tempo da Breguedela pelo menos os homens entravam lá sabendo que era apenas pela grana, mas hoje, muitas vezes ouvimos “eu te amo”, mas não percebemos para onde o olhar dela está de fato.

 

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