Segunda, 23.Otu.2017



Arcebispo diz que cidade sergipana vai se tornar grande santuário de Nossa Senhora Aparecida no Nordeste

Cidade sergipana recebeu o nome da Padroeira do Brasil após milagre.


13/10/2017 09:22 - Atualizado em 13/10/2017 16:57
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O Arcebispo Metropolitano de Aracaju, Dom Frei João José da Costa, surpreendeu a todos ao firmar que à cidade de Nossa Senhora Aparecida (SE) vai ser em um futuro muito próximo um grande santuário da Padroeira do Brasil e referência no Nordeste.

Fotos: Pascom

“Vai se assemelhar ao Santuário Nacional da virgem mãe rainha. Há 300 anos nem santuário existia, o santuário como está agora existe há pouco tempo”, afirmou Arcebispo.

O Arcebispo fez o comentário durante o encerramento das festividades de Nossa Senhora Aparecida na tarde de quinta-feira, dia 12 de outubro. “Quem sabe daqui a 30 anos ou 300 anos, aqui não teremos um grande santuário sendo aqui, o santuário do Nordeste da mãe rainha Padroeira do Brasil. Rezamos para que isso aconteça”, 

A devoção mariana é um dos fenômenos religiosos mais importantes do catolicismo popular sergipano da atualidade, resgatando as práticas devocionais das pessoas que vão em romaria adorar a Santa mais popular do Brasil. E no município que adotou Seu nome, apesar do pouco tempo de existência, chama a atenção por sua força devocional no tecido histórico e social dessa comunidade e por sua capacidade deresguardar sua identidade, afora o fato de estar inserido nas discussões em torno do turismo religioso como agente fomentador da memória de um povo.

Há uma certeza entre os fiéis: “nas romarias, é com os pés que se ora. Trata-se de uma jornada que os retira de seu ambiente social e os segrega espacialmente por um determinado período”. Neste caso, Aparecida é o lócus acessível a Maria, aonde, para se chegar, não importa o meio de transporte (ônibus, carro particular, a pé ou em lombo de animal). O que importa é a aproximação com a santa onde acontece o ápice da fé e da religiosidade não só dos habitantes aparecidenses, mas daqueles devotos que percorrem o caminho entre o espaço do cotidiano (sua morada) e o espaço sagrado (morada do santo).

A história da devoção em Nossa Senhora Aparecida

O surgimento da cidade de Nossa Senhora Aparecida se deve a um milagre de um filho da terra, atribuído à santa. O relato aparece no livro “Nossa Senhora Aparecida: História, Fé e Identidade”, escrito por Aparecido Santana, Leidivaldo Oliveira e Isabela Cruz.  O município cresceu e se desenvolveu em torno da religião e continua revigorando os corações. 

A história começa no ano de 1956, ocasião em que José Torquato de Jesus, na época morava em São Paulo, teve problemas em um dente, que se agravou com o tempo, passou a ter dificuldade de se alimentar, por causa do inchaço que atingiu o rosto, o pescoço e a garganta. Os médicos já não sabiam mais o que fazer para curar o paciente de 33 anos, que perdeu diversas noites de sono, ficando ainda mais fragilizado.

“De acordo com a filha Elisabete Maria de Jesus, durante a sua estadia no estado de São Paulo, ele adoeceu. Movido pela fé, começou a fazer oração de um modo todo especial lembrou de Nossa Senhora Aparecida e com muita esperança pediu a intercessão da Mãe. No mesmo instante, apareceu em sua frente Nossa Senhora Aparecida vestida com habito de uma madre (como ele falava), escuro e longo, na cabeça um longo véu, testa e pescoço coberto de branco”, conta Cruz. "No mesmo instante, apareceu em sua frente Nossa Senhora Aparecida vestida com habito de uma madre, escuro e longo, na cabeça um longo véu, testa e pescoço coberto de branco”, conta Elisabete Maria de Jesus.

Elizabete relata que o pai se emocionou ao ver à santa. “No momento da visão caminhava com a santa fazendo um trajeto em terras do Povoado Maniçoba, e lá ela mostrava onde queria a capela. Por duas vezes ela lhe apareceu com um rosto resplandecente e de grande beleza e com os braços estendidos em forma de cruz”.

Segundo a filha de Torquato, depois desse momento as dores cessaram. O dente desinflamou sem medicação. Em agradecimento, a capela foi construída em 1957 e “em 24 de Dezembro de 1975, com a transferência da Sede de Cruz das Graças para Maniçoba (atual cidade) foi construída a Igreja no mesmo local e instituiu a partir de 1976 a Festa da Padroeira”.


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