Terça, 19.Jun.2018



Os apelos de Luciano : ou preces de um Bispo para este ano

Editorial SergipeNet.


21/02/2018 15:56 - Atualizado em 22/02/2018 13:30
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Falando pelos cotovelos e um poço de sinceridade nas entrevistas dadas nos últimos dias, o deputado estadual e presidente da Assembleia Legislativa do Estado de Sergipe, Luciano Bispo (MDB) tem peregrinado e buscado apoios para seu projeto politico para 2018. No período de carnaval se mostrou um folião com fôlego de um adolescente. Sempre acompanhado do vice-governador Belivaldo Chagas, correligionário e ungido pelos governistas para disputar o governo em outubro, a simpatia do “jegue itabaianense”, contrastava com a cara sisuda do “galeguinho de Simão Dias”.

Luciano assiste de camarote o “rói rói” entre Maria Mendonça (PP), tradicional adversária, e Valmir de Francisquinho (PR), atual prefeito e liderança em ascensão na terra de Euclides Paes Mendonça. Em sua terra natal Bispo, que já foi o todo poderoso no tabuleiro político, derrubando o domínio dos Teles de Mendonça e se elegendo por quatro vezes prefeito da cidade serrana, agora fustiga o desentendimento de Maria e Valmir e assim tentar recuperar a Prefeitura em 2020.

Mas Luciano tem suas preces para estas eleições. A primeira é que ele mesmo manter a cadeira no prédio da avenida Ivo do Prado, em Aracaju. A segunda é fazer da insossa candidatura de Belivaldo Chagas caia no gosto popular, deslanche e ganhe as ruas. A terceira súplica de Bispo de Lima é tentar fazer o governador Jackson Barreto chegar aos tapetes azuis do Senado Federal. E a quarta é conseguir dar a Fábio Mitidieri uma expressiva votação em Itabaiana.

Vai precisar de muita fé

Fora isso, Luciano, agora ladeado pelos petistas a quem tanto combateu nos tempos em que era aliado do ex-governador João Alves Filho (DEM), deu para se tratar em terceira pessoa. Sinal de que tanto tempo na presidência na Alese seu ego anda meio fosforescente. Declarou recentemente que “os Bispos e os Teles de Mendonça não se misturam” ao negar um acordo com a filha de Chico de Miguel. Esse tipo de autoafirmação é típica de coronéis do século passado quando se valendo dos sobrenomes, tentavam diminuir seus adversários sem tradição politica. Mas foi com o discurso anti-coronelista que venceu sua primeira eleição em 1988.

Em seu rosário de orações Luciano sempre lembra da parte do “venha nós”... Em outubro saberemos se seus apelos serão ouvidos e atendidos pelos eleitores sergipanos.


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