Domingo, 23.Set.2018



Disputa por espaços políticos afasta petistas e mdebistas, em Sergipe

Editorial SergipeNet.


04/05/2018 11:12 - Atualizado em 04/05/2018 12:34
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A deputada estadual Ana Lúcia, e sua tendência a Articulação de Esquerda, já bateram o martelo: não votarão em Jackson Barreto, inclusive esta corrente interna do Partido dos Trabalhadores já lançaram chapa majoritária e devem disputar, nas instâncias partidárias, a tese de rompimento com o grupo governista. Do lado oposto, o líder do governo na Assembleia Legislativa, deputado estadual Francisco Gualberto defende a manutenção da aliança a apoio à pré-candidatura de Belivaldo Chagas (PSD) ao governo de Sergipe, e, nas palavras de Gualberto acha justo que “PT componha a chapa majoritária desse bloco”. Um detalhe: embora Chiquinho revele a intenção de continuar integrando o grupo, e, nenhum momento cita apoio a JB e nem ao seu partido, o MDB.

Algumas farpas entre petistas e aliados de Jackson Barreto vieram a público nos últimos dias e pautaram as editorias de política de sites, jornais e rádio. São sintomáticas as divergências nas sucessivas entrevistas de Rogério Carvalho, presidente do partido e pré-candidato ao Senado, que vem mostrando contrariedade com os episódios em que JB tentou transferir para o ex-governador Marcelo Deda os problemas financeiros do Estado e colocando em dúvida se ele, Rogério, terá condições jurídicas de disputar as eleições de outubro próximo.

Esta semana mais um quadro do PT mandou um duro recado para os que tentam, segundo Sílvio “diminuir a nossa força”, e foi categórico ao afirmar que “a prevalecer essa lógica nesse campo político saberemos buscar outros caminhos”. Sílvio embora também não tenha deixado claro o desejo de votar em JB, garante que tutela a continuação da aliança.

A resposta veio rápido e de quem foi eleito em 2014, segundo comenta-se, na sombra de Jackson: o deputado federal Fábio Reis. Fábio foi duro nas palavras e chegou a afirmar que “Quem quiser impor, vai sair com o rabo entre as pernas”. Neste caso as palavras são autoexplicativas. Recado dado resta saber a quem a carapuça servirá.

No entanto, além das palavras, os fatos mostram certa incompatibilidade em uma possível aliança entre os petistas e o grupo de JB. Um deles é o fato de muitos petistas não perdoarem Fábio por ter votado no impeachment da ex-presidente Dilma e ter livrado Michel Temer de ser julgado pelo Supremo Tribunal Federal. Por ser muito próximo a JB, esperava-se que ele votasse a favor da petista.

A bancada emedebista na Assembleia Legislativa não tem nenhuma simpatia pelo nome de Rogério ao Senado nunca fizeram nenhuma defesa nos episódios envolvendo o ex-presidente Lula. Salvo o presidente Luciano Bispo, que se redime e se reaproxima, por conveniência, de anos de ataques aos petistas Deda e Lula. Luciano fez campanha para João Alves, Serra e Aécio em outros tempos.

Não peçam para Zezinho Guimarães e Garibalde Mendonça votarem no PT. O mundo político conhece a posição de ambos.

Muitos prefeitos do MDB já declararam voto em André Moura como a segunda opção para o Senado, rifando Rogério Carvalho.

Enfim, parece que o casamento PT e MDB se encaminha para um litígio com direito a reivindicar quem mais respeita a memória de Deda.


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