Domingo, 24.Set.2017



Temer nega existência de crise econômica no Brasil

Segundo ele, empregos aumentaram e a indústria e o agronegócio cresceram no país.


07/07/2017 10:14 - Atualizado em 07/07/2017 10:15
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Michel Temer durante entrevista em Hamburgo, na Alemanha
(Foto:  Rogério Melo

Por Iane Gois

Participando de um encontro da cúpula do G20, grupo que reúne as 20 maiores economias do mundo, em Hamburgo, na Alemanha, o presidente Michel Temer conversou com jornalistas e negou a existência de crise econômica no país.

Segundo ele, respondendo ao questionamento de um repórter sobre a real inexistência de crise, há estatísticas que apontam para o crescimento da economia, e não o contrário. "Não existe crise econômica, presidente?", perguntou o jornalista.

"Não, pode levantar os dados e você verá que nós estamos crescendo empregos, estamos crescendo indústria, estamos crescendo agronegócio. Lá não existe crise econômica", respondeu o peemedebista, que encerrou o debate com a imprensa.

A afirmativa do gestor, contudo, não coincide com a divulgação feita recentemente pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que identificou haver atualmente 13,8 milhões de brasileiros em situação de desemprego.

Outro confronto se apresenta nos dados da Secretaria do Tesouro Nacional, que apontam para o avanço em 0,26%, no mês de maio, da dívida pública federal, que inclui os endividamentos do governo no Brasil e no exterior, totalizando R$ 3,25 trilhões, com previsão de aumento até o fim de 2017 para R$ 3,65 trilhões.

Já no discurso, na manhã desta sexta (07) no encontro da reunião dos líderes do Brics, grupo formado por Brasil, Rússia, Índia, China e, mais recentemente, África do Sul, Temer afirmou que a nação verde e amarela se recupera da crise econômica que ele considera uma das "mais graves" da história brasileira.

Sobre sua agenda de reformas, ele assegurou ter trazido de volta o crescimento econômico e o emprego ao Brasil, frisando a ação como “escolha do caminho mais responsável, que construímos em constante interlocução com o Congresso Nacional e com o conjunto da sociedade".

Fonte: G1


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