Sábado, 18.Nov.2017



A política, o político e o povo: considerações e cenários para 2018

Editorial Sergipenet.


18/08/2017 12:19 - Atualizado em 18/08/2017 12:33
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“Quantidade não é qualidade”. Nunca a sabedoria popular foi tão atual e apropriada para o momento político brasileiro. A classe política, por mais que negue, está apreensiva, com medo das “vozes das ruas” e do recado que as urnas podem dar em 2018. Nos dois casos, a reprovação popular significa mais do que uma derrota eleitoral: em momento de crise ética, expressa que o eleitor avistou algum deslize, um ato falho. Em tempos de internet, Lei da Transparência, transmissões em tempo real das sessões em Brasília, a vida no planalto é tão vigiada como a casa do vizinho.

O paradoxo da quantidade pode ser medida pelo Congresso Nacional. Enquanto lá o presidente Michel Temer possui ampla maioria, inclusive com folga para derrubar denuncia contra si, aprovar emenda constitucional e reformas que considera importante, nas ruas a popularidade do presidente míngua nos 5%. Deputados e Senadores que afastaram a ex-presidente Dilma Roussef sob argumentos de pedaladas fiscais e incapacidade política, são hoje avalistas de seu sucessor que chega a ser mais rejeitado do que a petista.

Na contramão disso tudo o ex-presidente e presidenciável Lula da Silva surfa em índices que chega a mais de 30% e hoje derrotaria seus adversários. O PT foi o partido que mais diminuiu de tamanho em 2016 :tinha 630 prefeituras e elegeu apenas 256 prefeitos. Cientistas políticos acham que a Lava Jato e o impeachment da presidente Dilma contribuíram para a derrocada da agremiação.

Lula estará em Sergipe e pode embaralhar o jogo, confundir, afastar quem se dizia aliado e aproximar adversários de outrora. É o poder de aglutinação e separação que as disputas partidárias concebem a cada eleição. Para onde irão PT, PMDB, DEM, PSC, PSB, PSDB, PRB, PDT, PP, Livres, Podemos, Avante, Patriotas, e outras letrinhas?

Em Sergipe, ninguém fala abertamente sobre 2018. Mas nos bastidores é pauta diária. Eles, os políticos, só pensam “naquilo”: ganhar as eleições. Ocorre que nas caravanas que lotam as Procissões, festa de aniversário de boneca, enterro de cachorra (que não é a do Major Antônio Moraes, do filme O Auto da Compadecida), vereadores, prefeitos, ex-prefeitos, todo mundo quer sair na foto. A cada fim de semana um novo álbum com as mesmas figurinhas.

O grupo da Oposição conta com os senadores Eduardo Amorim, Valadares e os deputados Valadares Filho e André Moura. Daquele grupo que entre 2013 e 2015 dominou a Assembleia e sustentou a candidatura de Eduardo ao governo em 2014, muitos migraram para o “colo” do Governo. Mesmo assim, o potencial eleitoral deste grupo não deve ser relativizado, bastando ver os números das recentes pesquisas.

No Governo, Jackson Barreto comanda hoje um grupo tão heterogêneo que vai de Chiquinho Gualberto a Laércio Olivéria; Jairo de Glória e Chico dos Correios, Padre Inaldo e Fábio Henrique (adversários em seus respectivos municípios); além de outras figuras. Jackson terá que acomodar os descontentes que volta e meia manda recado pela imprensa cobrando vaga na chapa Majoritária.

Ou seja, em 2018 poderemos ter surpresas. Ou continuará como antes no “quartel de Abrantes”. Isso quem vai decidir é o eleitor.

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